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segunda-feira, 9 de abril de 2012

O povo não é bobo (ou não deveria ser), aumento de passagem é roubo!


Bom, nesses últimos dias os estudantes do ensino superior e médio/técnico de União dos Palmares que utilizam o transporte particular para poder estudar, tiveram mais uma novidade que não agradou nem um pouco, a novidade foi o aumento do valor da passagem que passará de R$24,00 (preço já absurdo) para R$28,00 o que se torna um roubo, pelo menos é assim que o estudante se sente, pois um aumento de 16,6% de uma só vez não é justo e além do mais só informaram isso aos estudantes com uma semana de antecedência o que completa a falta de respeito.
De fato já ocorreu muita discussão sobre esse tema em União dos Palmares (vale frisar que é o único município alagoano que oferta transporte escolar a universitários e cobra por esse serviço), mas nunca se teve um resultado bom para os estudantes, pois a desculpa do Excelentíssimo Senhor Prefeito Areski Freitas e de outros que passaram pela prefeitura é que existe uma lei que os ampara, realmente essa lei existe, posto ela abaixo para que os demais tenham conhecimento:
Quanto à área de competência do Município, cabe a transcrição do que dispõe o art. 11 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996:
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de:
VI – assumir o transporte escolar dos alunos na rede municipal. (incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) (grifado)
Assim, fica absolutamente claro que ao Município compete oferecer o ensino fundamental e a educação infantil, cabendo-lhe, ainda, assegurar o transporte escolar aos alunos matriculados na sua rede de ensino. (art. 208, VII, da CF).
         Como podem ver, a lei é clara e realmente protege o prefeito nessa luta contra os estudantes e apesar de ter um parco conhecimento na área jurídica é claro que a lei diz que compete ao município assegurar o transporte escolar aos alunos matriculados na rede municipal, mas em nenhum momento a lei exclui a possibilidade da administração ofertar essa assistência aos demais estudantes, sejam eles matriculados ou não no município, mas como em nossa cidade é mais fácil gastar verba com festas e outras ações no mínimo estranhas a educação realmente fica em último plano.
            Um município com mais de 60 mil habitantes, mais de 400 pessoas que estudam fora (já que somos impedidos de estudar em nossa cidade, pois só temos uma Universidade e as vagas são ínfimas) e mesmo assim não é capaz de ofertar o transporte para esses estudantes? Sabendo também que outras cidades ofertam esse subsídio e nem vale a pena vir com a desculpa de que as outras cidades possuem menos estudantes e com isso usam menos ônibus, pois temos cidades como Coruripe e São Miguel dos Campos que oferta o transporte os três horários e além do mais a verba que vem para União dos Palmares (renda aprovada para 2012 será de R$89.910.440,00 e cerca de R$40.793.690,00 que equivale a 45,3% do montante destinados à educação) é maior do que a maioria das outras cidades.
            Como a prefeitura pode doar o combustível para uma empresa particular, pode doar até mesmo ônibus quando necessário e não pode fazer isso com essa população jovem que fará o futuro de nossa cidade? Talvez aí esteja a resposta, a Universidade abre a mente das pessoas, faz o indivíduo pensar, faz se transformarem em seres críticos e isso é um empecilho para um poder opressivo que quer pôr cabresto na população, que quer que o povo definhe cada vez mais para que se possa estar sempre por cima da carne seca, ou a explicação é essa, ou não existe explicação, sem falar no fato de apadrinhamento, que em nossa cidade se tornou de praxe, como diz o ditado: uma mão lava a outra não é prefeito? Que por sinal de acordo com os dados do IFGF (Índice FIRJAN de Gestão Fiscal) possui conceito C em administração e é considerada uma das piores cidades em termos de gestão no Brasil, tendo em vista que em investimentos possui conceito D, ou seja, o pior entre os conceitos, não é tanta surpresa que isso ocorra em União dos Palmares.
            Portando deixemos de fazer picuinhas desnecessárias e vamos à luta, pois não podemos ficar na plateia e deixar que façam o que queiram conosco, está na hora de tomarmos uma posição, dar a cara a bater, pois não temos que ser os excluídos de Alagoas, não merecemos passar por humilhações e ainda ter que se calar, não somos piores ou melhores que ninguém, apenas merecemos o mínimo de respeito. Os estudantes unidos fizeram a história do nosso país, fizeram revoluções e lutaram por um Brasil melhor, nossa cidade é o berço da liberdade e por que nós não podemos fazer o mesmo? Os tempos são outros é verdade e esse é mais um motivo para agirmos, mas se você pensa que ficar quieto e assistir a isso tudo no marasmo de sua poltrona é a melhor coisa a se fazer, se você pensa que já foi feito tudo e que nada mais resolve essa situação é lamentável, pois são covardes como você que faz nossa cidade definhar cada vez mais.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

União dos Palmares, terra do quê?



Começo o post com um fragmento de outra publicação feita pelo José Minervino que foi postada há um tempo: “Já se foi o tempo em que dormíamos de portas abertas no verão por conta do calor. Hoje, compramos condicionadores de ar. E portões enormes. E aumentamos o muro, colocamos cerca elétrica e cachorro brabo. Não adianta. O jeito é contar com a sorte. Ou com a esperteza ingênua de dar um trocado ao marginal para mais tarde ele não levar tudo. É uma realidade estranha, onde quem deveria estar preso é livre.”
Pois bem, essa é a realidade de quem vivem em União dos Palmares que é conhecida como a terra da liberdade, (terra do quê? DA LIBERDADE!) Mas não é isso que a população acha e sente nos últimos meses, já escrevi um texto sobre segurança pública aqui, mas acho que não surtiu efeito e como não custa tentar, lá vai mais um balde de água fria, pois a situação está insustentável.
Nos últimos sete dias ocorreram sete homicídios e uma onda de assaltos em nossa cidade e o pior, não vimos nenhuma providência ser tomada, estamos presos em nossas casas e ficamos a nos perguntar, até quando ficaremos a mercê de marginais que roubam e matam sem nenhuma preocupação? E essa resposta tem que ser dada logo, pela polícia, pela secretaria de segurança ou pela prefeitura, pois do jeito que está é que não pode ficar e se essa resposta não vem, não podemos ficar parados esperando a próxima vítimaQuantas vidas terão que ser tiradas para podermos ver que isso não pode mais continuar assim? Não vamos esperar algum familiar nosso, ou algum de nós mesmos sermos vítimas dessa violência que assola União dos Palmares para tomarmos alguma atitude, é hora de pensar e agir o quanto antes, chega de derramamento de sangue, chega de viver com medo de sair de casa.
A repetição gera cansaço e é assim que me sinto, cansado, uma voz solitária que não está sendo ouvida (acho), mas a repetição gera também uma coisa chamada rotina e é a essa rotina que me apego, pois não pretendo parar por aqui, pelo contrário, já que as autoridades não estão dando conta do recado e não dão nenhuma explicação para população, não sou eu que vou ficar parado esperando a situação ficar mais caótica, vamos em busca dos nossos direitos, temos que mostrar essa insatisfação que não é só minha, mas de todos os palmarinos e quem sabe assim esses problemas sejam vistos como problemas de verdade e as autoridades reflitam melhor e procurem uma solução plausível.  Abaixo tem um trecho da música O Calibre da banda Os Paralamas do Sucesso que retrata bem como eu e você está se sentindo aqui em União dos Palmares.

“Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo, sem saber o calibre do perigo, eu não sei d'aonde vem o tiro. Por que caminhos você vai e volta? Aonde você nunca vai? Em que esquinas você nunca pára? A que horas você nunca sai? Há quanto tempo você sente medo? Quantos amigos você já perdeu? Entrincheirado, vivendo em segredo e ainda diz que não é problema seu. E a vida já não é mais vida no caos ninguém é cidadão, as promessas foram esquecidas, não há estado não há mais nação. Perdido em números de guerra, rezando por dias de paz, não vê que a sua vida aqui se encerra com uma nota curta nos jornais...”         
  Ao ler o fragmento da música, pare um pouco e reflita sobre o que você pode fazer para sanar esse problema, é claro que não vamos sair por aí querendo resolver as coisas com as próprias mãos, pois violência gera violência e é claro que sairíamos mal nessa história, mas podemos juntos tentar dar um chá de “simancol” aos que deveriam resolver essa situação.



Igor Euclides Monteiro

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Segurança Pública? Onde?




União dos Palmares está entregue as baratas. É com essa frase que começo mais um post falando de problemas que parecem que nunca serão resolvidos. Queria um só dia não ter o que escrever nesse blog, mas a cada dia que passa nossa cidade tem mais e mais problemas que persistem em continuar perseguindo os cidadãos de bem, os trabalhadores e pais de famílias.

Esses dias vi no Facebook uma amiga reclamando de um assalto que tinha acontecido no estabelecimento de sua mãe, porém o que mais me chamou atenção não foi a notícia do assalto e, sim, os comentários que fizeram sobre o caso, comentários como: “Já tô até me acostumando, nem me abalo mais com as notícias... De vez em quando tem até um TIROTEIOZINHO na porta da minha casa!! Assalto já é rotina!”. As pessoas estão tão acostumadas com a falta de segurança da nossa cidade que acham normal esse tipo de acontecimento, como se isso fosse uma coisa natural. Não é e nunca será normal um assalto a qualquer hora do dia numa cidade como União dos Palmares.

Vejamos o que é a segurança pública por quem entende do assunto. Diz o Professor De Plácido e Silva: "Segurança: derivado de segurar exprime, gramaticalmente, a ação e efeito de tornar seguro, ou de assegurar e garantir alguma coisa. Assim, segurança indica o sentido de tornar a coisa livre de perigos, de incertezas. Tem o mesmo sentido de seguridade que é a qualidade, a condição de estar seguro, livre de perigos e riscos, de estar afastado de danos ou prejuízos eventuais. E Segurança Pública? É o afastamento, por meio de organizações próprias, de todo perigo ou de todo mal que possa afetar a ordem pública, em prejuízo da vida, da liberdade ou dos direitos de propriedade de cada cidadão. A segurança pública, assim, limita a liberdade individual, estabelecendo que a liberdade de cada cidadão, mesmo em fazer aquilo que a lei não lhe veda, não pode turbar a liberdade assegurada aos demais, ofendendo-a".

Depois da explanação do professor De Plácido e Silva, eu pergunto: quem em União dos Palmares tem essa tal segurança ao sair de casa? Você já foi assaltado? Já teve algum bem furtado? Já foi vítima de alguma violência? Se ainda não, você é uma pessoa de muita sorte, contudo sua vez está próxima, muito próxima.

É triste, mas é a pura realidade da nossa cidade, não estamos seguros nem nas nossas casas. Quem nos garante que ao sair de casa voltaremos ilesos? A polícia que mesmo tentando ajudar fica impossibilitada pela desvalorização do governo? O próprio prefeito, que com certeza não está preocupado com a situação, pois está seguro no aconchego de sua residência? Ou os vigias que para fazer nossa segurança usam um apito e um pedaço de pau? Pois é, a segurança pública do nosso município está definhando cada vez mais e até então ninguém aparece para resolver o problema.

Por fim, fica um apelo ao senhor prefeito, pois reformas e carros de lixo novos não resolvem os problemas maiores do nosso município. Não é mascarando a estética da cidade que as coisas tomarão o rumo certo, não é fazendo a política do pão e circo que Vossa Excelência resolverá os nossos verdadeiros problemas, que não são poucos, está na hora de parar de brincar de administrar, de sair desse marasmo e arregaçar as mangas, ou será tarde demais para termos uma cidade digna de morar e viver, sem medo de sair à porta e voltar sem a roupa do corpo.


Igor Monteiro

sábado, 5 de novembro de 2011

Garis: faça sol ou faça chuva


                                                         Foto: Andreson Melo

Certa vez li um artigo de um advogado chamado Sérgio Ferreira Pantaleão que é responsável técnico pelo Guia Trabalhista, que falava sobre o uso de equipamento de proteção individual no trabalho (*EPI) no qual ele falava que não bastava fornecer os equipamentos de proteção individual, mas que era preciso também fiscalizar o uso desses materiais.
Com essa fala começo a relatar um fato no mínimo irresponsável que está ocorrendo em União do Palmares, mais uma vez volto a falar de problemas simples de resolver, mas que parecem insolúveis para os administradores dessa ‘bodega’ e que uma cidade como a nossa não deveria está passando, vamos de fato ao que importa, os profissionais responsáveis pela limpeza das ruas, praças, parques e vias públicas de nossa cidade além de ter que encarar sol e chuva do dia a dia para deixar a cidade mais apresentável tem que enfrentar a falta de respeito da administração da cidade para com eles, basta olhar a sua volta e você perceberá a falta de assistência que é dada aos garis, falta de vassouras adequadas, botas, luvas, máscaras, óculos de proteção, capas de chuvas, fardas entre outros equipamentos.
Todo mundo sabe reclamar quando a cidade está suja, mas nunca vi ninguém falando dos ‘maus tratos’ que esses profissionais estão sofrendo, salvo o Andreson Melo que foi quem deu a idéia do texto. Mas o que importa de fato é que numa cidade de quase setenta mil habitantes, os profissionais da limpeza não têm condições mínimas de trabalho, o que tem é apenas um carro de mão velho, um resquício de pá e sobre a vassoura prefiro nem falar.
Vocês caros leitores podem até indagar: Mas e os novos caminhões de lixo que chegaram à cidade? Respondo: caminhão nenhum trabalha só, até pra trabalhar nos caminhões é preciso um treinamento adequado que desconfio muito que esses profissionais tenham, sem falar na questão da **insalubridade que aí já são outros quinhentos, mas a questão é que todos que trabalham com algum tipo de risco precisam mais do que nunca usar os EPI’s.
Apesar do desleixo da população e até dos próprios trabalhadores que talvez nem saibam que o uso desses equipamentos é um direito deles, faço um apelo às autoridades desse município que apesar de ser chamado de a capital da zona da mata, ainda engatinha e de uma forma muito lenta para o que consideramos uma cidade modelo, pois não adianta querer resolver problemas considerados grandes sem primeiro reparar os considerados menores, pois são esses problemas menores que acarretarão na nossa permanência nesse definhamento que nossa cidade se encontra.


* “EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde”. Sérgio Ferreira Pantaleão

** Segundo a CLT, é considerada atividade insalubre aquela em que o trabalhador é exposto a agentes nocivos à saúde acima dos limites tolerados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Igor Euclides Monteiro

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Religião: uma questão no mínimo escalafobética

Existem vários textos que tratam do tema religião X ciência, mas a grande maioria relata que uma não acorda com a outra, e também que uma não existiria sem a outra, que uma de certa forma dá suporte ao embasamento da seguinte. O que proponho aqui é um ponto de vista um pouco diferente dos outros, farei uma perspectiva diferente, onde a religião não só se contrapõe à ciência, bem como ela não deve se basear na teoria da ciência para conseguir continuar na ativa, pois a ciência não se baseia na religião, a não ser para provar que algo que foi dito está errado.

          A ciência vive em paralelo com a religião, sim, porém pelo simples fato de querer de uma vez por todas responder a perguntas que até hoje ninguém conseguiu decifrar. Por outro lado, ela não se baseia em religiões, nenhuma, ela vive paralelamente, de forma sucinta e coerente, sem querer fazer comparações nem querer provar que é melhor ou não, simplesmente faz o que seu nome quer dizer em sua essência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento"), traz conhecimento evidenciado para evoluirmos, mentalmente e humanamente, sem precisarmos nos apegar a nenhum escrito disso ou daquilo. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

           Há pelo menos duas formas da religião encarar a ciência, seriam essas: a fundamentalista, que diz que o mundo foi criado há cinco mil setecentos e setenta e um anos e que Deus já criou o ser humano do jeito que é hoje, assoprando uma estátua de barro, assim criando Adão e tirando uma costela dele criou Eva; a moralista diz que o mundo tem quatro bilhões e meio de anos, porém que Deus está por trás de tudo, até mesmo da evolução.

          Certa vez assisti a um vídeo no Youtube, de um cara chamado Fábio Marton, que dizia mais ou menos assim: “Os cristãos moderados têm uma visão sobre a evolução que é bastante popular, mas é também errada, a evolução sempre nos leva a falar que tal animal é menos evoluído ou mais evoluído, do menos parecido com o mais parecido com o ser humano, do mais simples pro mais complexo. Em muitos casos na evolução significa a perda de complexidade, por exemplo, os urocordados são animais marinhos parentes dos vertebrados, mas se parecem amenos, eles já foram mais complexos do que são os de antigamente, eles tinham uma vida livre no mar, eles pareciam com peixe e hoje eles são como anemaros primitivos. Se você parar pra pensar é um plano escalafobético esse de Deus de usar a evolução pra criar um animal para que ele pudesse encarnar e morrer em nome de nossos pecados, se o universo tem quatorze bilhões de anos, há quatro bilhões e meio de anos surge a Terra, há três bilhões e oitocentos milhões surge à vida na Terra, há um bilhão de anos surgem animais multicelulares e há mais ou menos quinhentos e cinquenta milhões de anos, na explosão do cambriano, surgem animais complexos e ainda assim o maldito ser humano que estava lá e era o plano de Deus desde o começo só veio surgir a duzentos mil anos”.

        Com essa provocação do Fábio eu tento exprimir uma linha de pensamento em que os verdadeiros religiosos (que não é o meu caso) deveriam se basear em outros argumentos, pois se eu deixo brechas numa colocação, essa brecha serve de auxílio num debate para os ímpios, que, por sua vez, não têm obrigação nenhuma de provar ou deixar de provar nada, mas, sim, de questionar e ser questionado quando for necessário.

        A religião está se tornando cada vez mais escalafobética, estranha, afobada, pois tenta acompanhar os avanços e com isso acaba se contradizendo sobre muitas coisas. Não estou aqui para julgar, mas como um ser crítico sinto o dever de expor meus pensamentos sobre tal assunto que muito mexe com as pessoas. Então, fica a dica para os que insistem em continuar com colocações preconceituosas e que não ouvem outras opiniões: tenham argumentos embasados na própria religião em que acreditam e vivam em paz, pelo menos consigo mesmos.

                                                                                                                   
                                                                                                                              Igor Monteiro

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Político ficha suja, eleitor de cara limpa!



Vemos todos os dias na TV, no rádio, na internet falar-se de política, geralmente quando se toca nesse assunto é sobre roubalheiras, mensalões e corrupção em geral.  Todo mundo está desanimado com a política e, principalmente, com os políticos brasileiros. Desde criança a gente escuta nossos pais falando que tal político roubou aquilo, que aquele outro sonegou isso, nunca se ouve falar que os mesmos foram presos pelo que fizeram para com a sociedade, se aconteceu foi um caso isolado, o “cara” ficou pouquíssimo tempo detido e com regalias que nenhum outro preso teria direito.

Hoje em dia para se ganhar dinheiro há duas opções, abrir uma igreja ou virar ladrão, perdão, a última opção seria virar político, mas foi força do hábito. Em tempo de campanha eleitoral, sempre se vê candidatos às portas prometendo tudo, de uma chapa de dentes até casas, porém depois que a eleição passa e eles conseguem o que mais querem, o voto, entram em seus carros do ano, com vidro fumê e blindados, e vão embora por mais quatro anos, que é quando voltam com uma cara de jumento sem mãe para de novo pedir sua ajuda.

Olhe bem o que disse antes, pois eles voltarão com certeza mais uma vez para prometer-lhe e não cumprir, no entanto o que enfatizo é que você faça por onde eles nunca mais voltem, que eles nem se elejam.

Demoramos a perceber que nós estávamos e estamos sendo ainda surrupiados por esses crápulas bem vestidos e de mentes subordinadas por uma única coisa e com um único propósito: o dinheiro fácil.

A palavra da vez é: CHEGA. Chega de tanta injustiça com o nosso povo, chega de tanta roubalheira virando notícia de primeira mão na TV. A era dos engravatados tem de chegar ao fim e dar espaço a nossa, dos “pés descalços”, porque esperamos muito tempo para ver o que estava à nossa frente.


Igor Monteiro

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sobre os deveres descumpridos!

                                         Foto: Andreson Melo                      
É incrível numa cidade “desenvolvida” como União dos Palmares as coisas acontecerem às avessas (na maioria das vezes), ouve-se o povo reclamar de tudo, mas na hora de fazer sua parte o que se escuta é a voz do silêncio, essa voz é a mais que predomina em nossa cidade a do silêncio, ganha mais quem fica de boca calada, quantas e quantas vezes não vimos pessoas fazendo seu trabalho indevidamente? Como é o caso dos guardas municipais que aplicam multas indevidas ao invés de fazerem seus verdadeiros deveres que é, auxiliar na segurança da população.  
Quantas vezes também não vimos os próprios guardas de trânsito praticando atos irregulares (no trânsito), mas o que fazemos a respeito? NADA, isso mesmo, nada, sempre cruzamos os braços, viramos a cabeça e fingimos que não é com a gente, mas BASTA! Chega de tanta arrogância e prepotência dos que deveriam fazer o mínimo, fazer os seus deveres e além de não fazê-los ainda atrapalha quem quer ajudar, e detalhe, eles ganham pra isso, vejamos a foto acima, uma ambulância do município que deveria estar levando doentes, que não são poucos, para o hospital mais próximo, que no caso é o de Maceió, isso mesmo, pois não posso considerar o São Vicente de Paula um Hospital, pois falta muito pra isso, aquilo é no mínimo um posto de saúde e mal estruturado, mas voltando ao assunto, o motorista da ambulância que deveria cumprir o seu dever, além de estacionar em local proibido, ainda está fazendo tarefas pessoais, nesse caso o motorista estava comprando material de construção, como mangueiras, fios entre outros, usando uma das poucas ambulâncias para transportar materiais de construção, isso por ordens de terceiros de fato, pois ele só recebe ordens, são os famosos peões amordaçados, enquanto isso as pessoas ficam a mercê desse serviço caquético e caduco, fica a pergunta no ar, será que essa ambulância terá os devidos cuidados para depois levar doentes para os hospitais? Além de esperar horas e horas ainda tem que ir num transporte imundo e depravado. Pois é, meus caros, essa é a nossa realidade, essa é a ‘grandiosa’ União dos Palmares, onde quem deve fazer seu dever não faz e não fazendo termina por jogar o dever pra outro e assim sucessivamente e quem deve reclamar finge que nada aconteceu, pois essa meus amigos é a cidade onde a voz que mais ecoa é a VOZ DO SILÊNCIO! Cala-te diante da tua realidade ou levanta-te e grita junto aos oprimidos.